IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO

  • Maria Suzett Biembengut Santade

Resumo

No silêncio de nosso ser, escutamos melhor o barulho de nossa mente, de nossos ruídos corporais e, assim, podermos esvaziar a poluição interna para, durante a reflexão, escrevermos para sermos lidos...
O engraçado é que há até o dia do silêncio (dia 7 de maio) mas muitas vezes nem compreendemos que nossa riqueza está no mergulho da essência quieta de nosso ser... E bem aí está a sabedoria do conhecimento... Precisamos de silêncio para escrevermos e refletirmos no que está acumulado e salvo em nosso cérebro e espraiado em nossa mente e também expandido pela consciência que nos envolve em constante movimento...
Quando nos encontramos dentro do saber compartilhado em livro, sentimo-nos humanizados pois os saberes conectados deixam-nos maiores e melhores....
O legado primordial deixado e a ser deixado pelos pesquisadores é a linguagem, seja ela escrita seja oralizada (hoje também registradas nas bibliotecas virtuais) para os seguidores. Mas o maior link é o processo entre a escrita e a leitura desses ensinamentos em contínua pesquisa atualizada...
Revendo os artigos escritos nesta Revista, encontramo-nos e somamo-nos formando a descoberta de cada um e de todos nós porque os saberes entrelaçam-se formando a totalidade desse encontro. Parafraseando Edgar Morin, a soma de cada parte forma o total, mas esse total transcende-se em totalidade, porque jamais seremos os mesmos depois de entendermos os saberes em leitor coletivo.
Sabemos hoje que cinquenta e cinco por cento da comunicação é campo enérgico (intenções de falar e a verdade do que se fala); sete por cento é conteúdo; e, as demais porcentagens são o colorido da voz, o timbre, a emoção e o contexto segundo Albert Mehrabian em seu livro Silent Messages. Em uma leitura, recebemos os sete por cento do conteúdo, o resto intercambia pelas intenções nos múltiplos silêncios de nosso ser.
Eis a questão: o que é o silêncio? Nosso corpo no silêncio linguístico se molda de modo transversal nas linguagens várias, como expressões faciais e físicas de compreensão, de concorde, de negação, dentre outras, conforme o leitor do agora está fazendo neste editorial.
E, assim, onde se encontra o melhor silêncio? A resposta a essa questão não é simples. Talvez esteja na humildade de encontrar em si mesmo na sabedoria acumulada a qual deva estar em movimento pelas leituras diversas na multiversalidade do saber sem apego.
Ancorando-me em minha tese de doutoramento pelo quadro The Encounter do pintor Escher, concluo esse sinóptico editorial, que a Luz transforme sua arcada Sombra para juntas se encontrarem com as mãos dadas, em círculo, durante a transformação de sua Sapiência.

Publicado
2020-05-25